quinta-feira, 10 de abril de 2014

RELATO DAQUILO QUE EU VI NA VENEZUELA DE NICOLÁS MADURO

Por Renato Vargens
Neste último sábado eu estive em  Santa Elena De Uairén, Venezuela.

Ao andar pelas ruas capital de Gran Sabana, pude testemunhar com os meus olhos que a situação econômica da terra de Maduro é a pior possível, senão vejamos:

Moeda, poder de compra e inflação: Um Real equivale a 24 bolívares. A moeda Venezuelana não vale praticamente nada. Nas principais vias de Santa Elena era possível encontrar dezenas de cambistas desesperados em "vender" seu dinheiro. Além disso, os produtos devido a Inflação, (A inflação na Venezuela chegou a 56,2% em 2013, a mais alta da América Latina e quase o triplo da registrada há um ano) constantemente sofrem aumentos levando portanto o cidadão venezuelano a um estado de pobreza extrema.

Supermercados:  Em santa Elena eu visitei seis supermercados e em todos eles faltavam alimentos. Em todos os mercados que fui não encontrei para venda carne, ovos, leite, manteiga, como também nenhum latícinio. Em alguns deles as prateleiras estavam vazias de grãos como arroz, feijão e etc.  (veja a foto acima) 

Comércio: Ao andar pelas ruas de Santa Elena bem como observar seu comércio pude constatar a falência do país. Todas as lojas, absolutamente todas elas encontravam-se vazias sem compradores e fregueses.

Racionamento de alimentos: Entrei numa padaria e vi um cartaz fixado numa coluna (veja acima) que dizia que devida a falta de farinha eles só podiam vender dois pães por pessoa. Nessa padaria, pertencente a um português, até era possível comprar queijo, presunto e similares, contudo, os venezuelanos não o faziam por falta de dinheiro. 

Papel higiênico - Em nenhum lugar da cidade foi possível encontrar papel higiênico para venda. Segundo testemunhas, fazem alguns meses que o venezuelano não sabe o que é ter esse produto de higiene em suas casas.

Hugo Chavez - Apesar de morto, o ditador venezuelano continua presente nas ruas. Por onde se anda é possível ver fotos de Chaves, pichações em muro com seu nome, cartazes e muito mais. A impressão que se tem é que o "fantasma" do ex-presidente bolivariano caminha pelas ruas oprimindo o país. 

Politica - Conversei com um venezuelano que resumiu o momento nevralgico do seu país, com a seguinte afirmação: "Os políticos estão acabando com a Venezuela."

Ditadura - Nicolás Maduro, presidente venezuelano ordenou a todos aqueles que possuem casas com inquilinos a mais de 20 anos que VENDAM suas propriedades para estes. 

Energia elétrica -  Conversei com um brasileiro que me disse que a empresa de eletricidade de Roraima teve que acudir a Companhia de energia venezuela por esta ter entrado em colapso.

Pobreza, fome e miséria - Sem dinheiro para comprar alimentos, sem mantimentos nos mercados, com racionamento de comida, não é díficil constatar que a poupulação de Santa Elena encontra-se em estado de pobreza, fome e miséria.

Saúde - Quanto a saúde não tive tempo de averiguar a real situação do povo venezuelano, contudo, o jornal do Estado de São Paulo, publicou uma matéria, dizendo que a saúde encontra-se em colapso. (leia aqui)

Conclusão:

Verdadeiramente a Venezuela encontra-se debaixo de uma grave crise proporcionada por um governo despótico, ditadorial e comunista. 

Diante do que vi e ouvi asssusta-me o fato de que o governo brasileiro apóie integralemente Nicolás Maduro e seu socialismo bolivariano. O silêncio de Dilma diante do sofrimento do povo venezuelano, nos mostra o nível de comprometimento do Partido dos Trabalhadores com essa maldita política Chavista.

Isto posto, resta-nos colocar as barbas de molho e orarmos tanto pela Venezuela como pelo Brasil. Pela Venezuela para que o Senhor nosso Deus os livre de dias piores, e pelo Brasil para que isso aqui não vire uma Venezuela.

Renato Vargens

segunda-feira, 17 de março de 2014

A origem e efeitos da "teologia" da prosperidade

"Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares."

Ficheiro:Ary Scheffer - The Temptation of Christ (1854).jpg
Satanás é o maior interessado nas heresias 
A teologia da prosperidade não pode ter sido originada pelos homens. Este verdadeiro câncer e, talvez, a pan-heresia de nossos tempos, é pautado pela voz do Inimigo. Vejamos : o seus líderes não estão interessados em pregar o Evangelho. Apenas dizem coisas como:   "-Venha , e todos os teus problemas serão resolvidos",ou "-Venha para nossa igreja,e você será próspero em todos os sentidos". Não estão interessados na salvação das almas, e sim em lotar suas igrejas com ignorantes não-regenerados, prontos a obedecer-lhes em tudo. Assim, muitos que nunca passaram pelo novo nascimento consideram-se cristãos porque frequentam os cultos, fazem as campanhas, obedecem certos padrões humanos e dão o fruto de seus trabalhos aos seus "pastores". Muitas dessas pessoas nunca conhecerem à Cristo, nunca conheceram o Evangelho da Bíblia, que exige do homem,pobre e depravado pecador, uma rendição total e incondicional diante do Deus justo e santo, entronizado nas alturas. Não conhecem ao Evangelho da justificação pela fé, pois pensam que serão salvas por obedecer aos seus líderes. Não conhecem o dom do Espírito Santo.Não sabem que devem buscar a vontade de Deus,e não a própria. Não amam a glória de Deus e sua vontade soberana, mas querem, quais filhos mimados, que o Pai celestial lhes conceda todos os desejos. Estão espiritualmente mortos, pobres, desgraçados, cegos e nus.
Existe algo que é muito irritante. Muitos crentes sinceros gostam de ficar condenando,por exemplo, os católicos romanos, mas calam-se diante do erro da "teologia da prosperidade" pois, dizem eles, não devemos julgar nossos irmãos. Não estou aqui para defender os erros da ICAR, mas apenas creio que não devemos usar dois pesos e duas medidas. Os católicos praticam a idolatria ? Os seguidores da teologia da prosperidade(daqui em diante TP) praticam a egolatria(adoração à si próprio), ao se acharem senhores de tudo o que existe, ao pensarem que devem apenas mandar e "crer", que serão feitas todas as suas vontades. Os católicos pregam a salvação pelas obras? Os seguidores da TP também o fazem, ao pregar que a salvação é pela obediência incondicional a todo tipo de patifaria e heresia que seus líderes criam( como o bruxo Edir Macedo, que blasfemou da doutrina bíblica da salvação pela fé). Os católicos erram em crer num líder humano? Os seguidores da TP também( e olha que o papa parece infinitamente mais sincero e cristão do que os líderes da TP). Os católicos são supersticiosos em relação a objetos(como medalinhas, relíquias, imagens e crucifixos)? .Os da TP fazem isso de forma mais tosca ainda, ao acharem que certos objetos(cá entre nós, super-bregas) tem algum tipo de poder.Os católicos vendiam bençãos no passado? Os discípulos da TP até hoje o fazem.
Devemos estar prontos para a proliferação dessas pseudo-igrejas, que não pregam o evangelho da cruz, mas sim um evangelho carnal, terreno e diabólico. Devemos ter amor por essas pobres almas que se perdem no caminho da heresia. Devemos estar prontos para dar a razão de nossa fé, para ensinar com carinho(porém com autoridade) aos seguidores da TP, provarmos na Bíblia que os caminhos que seguem não são os caminhos corretos de Deus. Devemos orar por essas pessoas.E, como o amor de Cristo está derramado em nossos corações, devemos pedir até mesmo pelos lobos que fomentam essas doutrinas, pois são também pobres almas que necessitam do amor de Jesus.
Por fim, eu reconheço que existem muitos crentes salvos e sinceros( as vezes até mesmo melhores que nós) nas igrejas que seguem a TP. Mas isso é uma razão a mais para combatermos contra essas falsas doutrinas que têm se propagado em nosso meio.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Os grandes compositores e a fé

"Cremos que os grandes criadores de música têm sido hábeis servos"
(Rev. João Wilson Faustini,no livro "Música e Adoração")

Depois de uns tempos improdutivos,  desejo voltar a escrever, iniciando com a frase de um dos maiores nomes da música sacra no Brasil, que também é pastor presbiteriano. Nessa reflexão, falaremos da relação entre alguns dos grandes compositores com o transcendental.
Ficheiro:Johann Sebastian Bach.jpgAs histórias sobre a espiritualidade do luterano Johann Sebastian Bach(1685-1750) são conhecidas. O compositor alemão assinava todas as suas partituras com um "S.D.G." (abreviação da frase latina Soli Deo Gloria,que significa "Somente para a glória de Deus). Mesmo a música secular era,de certa forma,consagrada à Deus.Ora, que mal pode existir em ouvirmos músicas não-sacras ,desde que tenham mensagens boas,como o amor conjugal, a felicidade, sentimentos e dificuldades da vida? Os primeiros protestantes não tinham problemas em relação a isso. Martinho Lutero e até mesmo o rígido João Calvino reconheceram que existe música secular para "recrear o espírito". Como herdeiros espirituais dos reformadores, devemos dedicar nossas atividades à Deus, desde que não sejam pecaminosas. E ouvir boa música secular, com certeza não é.
Heinrich Schütz(1585-1672), também alemão, foi o primeiro a compor uma ópera em língua alemã, de título "Dafne"(infelizmente as partituras se perderam).Schütz é descrito na Grande Enciclopédia Larousse Cultural, como um "piedoso luterano".Ele compôs muitas peças sacras,como o oratório "A História da Natividade"; "As Sete Palavras de Cristo na Cruz" e a "Paixão Segundo São Mateus".
George Friederich Händel(1685-1759) também era alemão, mas naturalizado inglês. Compôs vários oratórios( óperas sem encenação, geralmente com temas religiosos) e outras peças sacras. De formação protestante, foi num difícil momento que compôs sua principal obra, o oratório "O Messias"(aquele do famoso "Aleluia!"). O compositor estava doente e endividado, quando apresentou seu sofrimento ao Criador, com as famosas palavras de Cristo: "-Deus meu,por que me abandonastes?".Sentindo-se então inspirado,,em apenas catorze dias, compôs o oratório.
Para completar o quadro de alemães, temos aquele que é,provavelmente, o mais conhecido compositor clássico do mundo, Ludwig van Beethoven(1770-1827). Nascido e criado numa família católica,  tinha profundos sentimentos espirituais. Ao compor sua "Missa Solene", ele disse que se tratava de uma obra para despertar o sentimento religioso de seus intérpretes e ouvintes. Mas nem sempre Beethoven estava "de bem com Deus". No auge de seu sofrimento,causado,por exemplo, pela surdez e depressão,o compositor "levantava os punhos ao céu", chegando se queixando de suas dores.
Houveram até mesmo clérigos ordenados entre os grandes nomes da música erudita. Os mais conhecidos, talvez sejam os padres José Maurício(1767-1830),um brasileiro, e Antônio Vivaldi, um italiano(1678-1741).
O russo Piotr Ilitch Tchaikovsky(1840-1893) produziu música para a sua igreja(ortodoxa russa) Vejamos o que o compositor disse:

"Para mim, a Igreja ainda possui muito charme e poesia. Eu participo das liturgias frequentemente.
 Considero a Liturgia de São João Crisóstomo uma das maiores produções de arte.
 Se acompanharmos as liturgias cuidadosamente, entrando nos significados das cerimônias, é impossível não ser profundamente movido pela Liturgia de nossa própria Igreja Ortodoxa... desde ficar surpreendido e em transe pela força do coral, enriquecido pela poesia da música, rejubilar-se quando ressoam as palavras "Louvado seja o nome do Senhor!"...
 Tudo isto é infinitamente precioso para mim! Uma das minhas maiores alegrias!"

O francês Charles Gounod(1818-1893) era profundamente religioso, e no final de sua vida, compôs exclusivamente música sacra. O checo Antonin Dvorak(1841-1904) era, segundo o site especializado em música sacra "Rolando de Nassau",um homem muito piedoso, que compôs para à igreja durante toda vida. O austríaco Franz Joseph Haydn(1732-1809) disse que o propósitos de suas obras eram a glória de Deus.
Poderíamos falar durante horas sobre os grandes compositores. Houve também aqueles que não eram lá muito dedicados à Fé... Mas todos eles foram homens como nós,  com seus próprios sentimentos,  e entre seus legados estão algumas das melhores peças musicais, obras que têm a reverência e a majestade almejadas na igreja. Apreciemos então a boa música sacra como os nossos próprios corações elevados à Deus.

sábado, 4 de janeiro de 2014

A Espiritualidade da Epifania


A Espiritualidade da Epifania

por Edson C. Sardinha
Epifania — palavra grega, significa entrada poderosa, chegada solene de um rei ou imperador tomando posse de um território; ou da aparição de uma divindade ou de sua intervenção prodigiosa.
Para nós, cristãos, é a festa da manifestação de Jesus, que veio para todos os povos.
A Epifania é para o Natal, o que Pentecostes é para a Páscoa: seu desenvolvimento e proclamação ao mundo é o desfecho radiante do Natal!
A Epifania é uma festa mais antiga do que o Natal. Celebra-se a manifestação (epifania) de Jesus Cristo como Deus.
Três passagens epifânicas são lembradas neste domingo: A Vinda dos Magos do Oriente (não eram três, nem eram Reis), o Batismo do Senhor e as Bodas de Caná da Galileia.
No Natal Jesus se manifestou aos judeus, na Epifania ele se manifesta aos gentios.
Jesus vem ao mundo para se humilhar. O próprio nascimento, vida e morte do Senhor é uma contradição para a mente humana. Refletindo no paradoxo de Jesus, Santo Agostinho diz: “Vejam! O Criador do ser humano se fez homem para que, Aquele que governa do mundo sideral, se alimentasse de leite; para que o Pão tivesse fome; para a Fonte tivesse sede, a Luz adormecesse, o Caminho se fatigasse na viagem, a Verdade fosse acusada por falsos testemunhos, o Juiz dos vivos e dos mortos fosse julgado por um juiz mortal, a Justiça fosse condenada pelos injustos, a Disciplina fosse açoitada com chicotes, o Cacho de uvas fosse coroado de espinhos, o Alicerce fosse pendurado no madeiro; para que a Virtude se enfraquecesse, a Saúde fosse ferida e morresse a própria Vida” (Sermão 191,1).
Agostinha via o presépio como mistério do Deus que deseja ocupar os nossos corações como Templo: «Jesus jaz no presépio, mas leva as rédeas do governo do mundo; toma o peito, e alimenta aos anjos; está envolto em panos, e veste a nós de imortalidade; está mamando, e o adoram; não encontrando lugar na pousada, fabrica seus templos nos corações dos crentes. Para que se fortalecesse a debilidade, se debilitasse a fortaleza... Assim, acendemos nossa caridade para que alcancemos a sua eternidade». (Sermão 190,4).
O Natal e a Páscoa não são epifanias para o mundo. O mundo não consegue amar e seguir um Deus encarnado e crucificado. Mas para nós a vida de Cristo é total epifania do seu poder. Santo Agostinho diz: «A humildade é ela mesma que se lança ao rosto dos pagãos. Por isso nos insultam e dizem: Que Deus é esse que adorais? Um Deus que nasceu? Que Deus adorais? Um Deus que foi crucificado? A humildade de Cristo desagrada aos soberbos; mas se a ti, cristão, agrada, imita-a; se a imitas, não trabalharás, porque Ele disse: Vinde a mim todos vós que estais sobrecarregados». (Narrações. 93,15).
A Epifania manifesta este mistério de Deus aos magos e ao mundo pagão. Agostinho diz: «Jazia no presépio, e atraia aos Magos do Oriente; se ocultava em um estábulo, e era dado a conhecer no céu, para que por meio dele fosse manifestado no estábulo, e assim este dia se chamasse Epifania, que quer dizer manifestação; com o que recomenda sua grandeza e sua humildade, para que quem era indicado com claros sinais no céu aberto, fosse buscado e encontrado na “angustura” do estábulo, e o impotente de membros infantis, envolto em panos infantis, fosse adorado pelos Magos, temido pelos maus» (Sermão 220,1).
A Epifania retoma o Natal de Jesus celebrando a sua humanidade manifestada a todos os povos. Traz consigo a mística de que a salvação destina-se a todos: “Levanta-te e brilha, Jerusalém, olha o horizonte e vê. Sobre todas as nações brilha a glória do Senhor” (Is 60,1).

Manifestemos hoje o Redentor de todos os povos e façamos deste dia a festa de todas as nações. Epifania é a festa da chegada da Salvação de Deus para todos os povos. A mensagem da Epifania é: Quem crer e for batizado será Salvo, não importando sua nacionalidade, raça ou cultura. É o deus missionário transcultural vindo ao nosso encontro.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Advento




 O ano litúrgico começa com o período do Advento, no quarto domingo que antecede o Natal. A palavra "advento" vem do latim "Adventus Redemptoris", ou "a vinda do Redentor". Faz parte do ano litúrgico desde o século VI. Mais do que um período preparativo para festejar o Natal, o Advento nos alerta para a necessidade de nos prepararmos diante do evento final da história: o segundo Advento de Cristo. A criança de Belém é o Senhor e juiz das nações, que virá em poder e glória no fim dos tempos para estabelecer o reino pelo qual pedimos na oração que ele mesmo nos ensinou.
  Por enxergar a primeira vinda de Cristo à luz da segunda, o Advento contesta a deturpação sentimental ou a completa secularização do Natal pelo mundo. As igrejas que observam o Advento como um tempo de preparação espiritual, visando a manifestação final do reino de Deus, restauram o sentido bíblico do Natal, colocando-o no contexto da história da salvação.

GUIRLANDA DO ADVENTO

 No Advento, muitas igrejas fazem a celebração litúrgica da Guirlanda do Advento, uma parábola encenada que representa a crescente expectativa do povo de Deus para com a vinda do Messias.
 A guirlanda é um círculo de folhagens com quatro velas. O círculo representa o amor de Deus, eterno e sem fim nos seus propósitos.
 As velas, que vão sendo acendidas progressivamente, uma a cada domingo do Advento, nos falam da chegada da luz verdadeira ao mundo, cujo brilho a escuridão jamais conseguirá apagar.
 Esse antigo costume surgiu em lares protestantes da França e da Alemanha, e foi se espalhando por todo o mundo cristão. Simboliza a antecipação da igreja que, ao preparar-se para celebrar o nascimento do Messias, também levanta seus olhos para o futuro, antevendo pela fé, a manifestação plena do seu reino, no final dos tempos.
 No início do culto, a cada domingo do Advento, uma família previamente preparada, acende uma, depois duas, até que, no quarto domingo do Advento, todas as quatro velas estejam acesas. As velas da Guirlanda do Advento devem permanecer acesas durante o culto, não só no período do Advento, mas também na véspera e dia do Natal, e no primeiro domingo após o Natal.
 A cada domingo do Advento, uma família diferente pode participar da liturgia da guirlanda.

extraído do Manual do Culto, da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil

sábado, 23 de novembro de 2013



Evangelho Dominical Comentado
Domingo - dia 24 de novembro de 2013
Jesus, Rei dos reis
Lucas 23.35-43

Introdução:
            Jesus nasceu para reinar. O seu reino passou necessariamente pelo sofrimento da cruz. Ali o Jesus foi humilhado, escarnecido, condenado, mas continuou sendo o Rei Salvador de todos os que o buscam com Senhor.
            Mediante a cruz de Cristo e sua ressurreição, Jesus passou a reinar nos corações e voltará para buscar a igreja e concretizar seu reino sobre o mundo implantando um novo céu e uma nova terra.

I. Rei humilhado
            Jesus veio para reinar. O Reino de Jesus passou pela cruz e pela coroa de espinhos. Implantou o Reino de Deus com seu sacrifício.
            Enquanto o povo (35) que "estava ali e a tudo observava", as "autoridades zombavam e diziam: Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido".
            As autoridades religiosas aproveitaram o sofrimento de Cristo para humilhá-lo. Se Jesus fosse de fato o Cristo de Deus, o escolhido, então deveria salvar a si mesmo. Esta era conclusão dos religiosos.
            Jesus não veio para se salvar. Veio dar sua vida em resgate por muitos (Mt 20.28). No Rei humilhado na cruz temos a redenção.

II. Rei escarnecido
            Os soldados romanos também aproveitaram para escarnecer de Cristo (36). Trazendo vinagre para colocar em sua boca diziam: (37) "Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo".
            Os gentios não entenderam que Jesus veio para morrer.
            Era necessário sua morte na cruz. Se o grão na terra não morrer, ele não brota (Jo 12.24).
            Os soldados não conseguiram ver um Rei pendurado na cruz. Apostaram que aquele seria o fim de Jesus.
            A falta de entendimento e revelação prejudica nosso juízo sobre os acontecimentos.

III. Rei condenado
            O Império Romano condenou Jesus. Depois de um julgamento injusto Jesus é condenado. Pilatos manda colocar (38) uma epígrafe em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS".
            Jesus veio como o rei messias. Rei prometido e esperado pelo povo de Israel. O Rei salvador. Como o povo rejeitou seu reinado, o Império Romano o condena como "Rei dos Judeus". Foi condenado por ter nascido rei.
            Mas as pessoas não sabiam que o caminho do reinado de Cristo passaria pela Cruz. Ali não estava apenas o Rei dos judeus. Ali está o Rei do Universo. O Rei dos reis. O reinado do Senhor não tem fim (Lc 1.33).

IV. Rei salvador
            Jesus foi crucificado com dois malfeitores, provavelmente pessoas envolvidas com revoluções para expulsar os romanos da Palestina. Alguns estudiosos acreditam que pertenciam ao grupo de Barrabás.
            Um blasfemava como todo o povo (39): "Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também".
            O outro repreendia o companheiro (40):  "Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? (41)   Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez".
            Este homem não somente reconhece a inocência de Jesus, mas tem a revelação de Deus de que Jesus era de fato o Rei Salvador e que o seu reino não pertencia a este mundo.
            Na fé ele pede ao Senhor: (42) "Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino".
            Ele teve a certeza do Espírito Santo de que Jesus estaria entrando em seu reino como verdadeiro Rei.
            O Senhor Jesus responde (43): "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso".
            Jesus é o Rei salvador para todo aquele que permite o reinado sobre suas vidas (Ap 19.6).

Conclusão:
            Jesus é o Rei do Universo. Ele é o Rei dos Reis. Seu reinado é eterno e absoluto. Ele reina e reinará para sempre. Um dia voltará e fará novo céu e nova terra. Hoje precisamos entregar todas as áreas da nossa vida para que o Senhor venha reinar. Quando Jesus reina, tudo é transformado pelo seu reinado de amor e graça.

Por  

Festa de Cristo, Rei do Universo

24 de novembro de 2013
Rev. Edson Cortasio Sardinha



            Este é o último domingo do Ano Litúrgico. Com este domingo encerra o Ano Cristão e fecha o ciclo litúrgico.
            O Ano Cristão começa no Advento (anúncio do nascimento do Senhor) e passa por todo o ministério do Senhor Jesus. No Ciclo do Natal meditamos em seu nascimento e manifestação. No Ciclo da Páscoa meditamos em sua morte e ressurreição. No Tempo Comum meditamos em seu ministério. Cada domingo lemos o Evangelho de Lucas (Ano C) meditando na caminhada do Senhor Jesus.
            Agora, neste domingo finda-se o Ano Cristão. No próximo domingo já celebraremos o novo Ano com o primeiro domingo do Advento. Neste ano lemos Lucas - Ano C e no próximo ano litúrgico caminharemos por Mateus - Ano A.
            O  Ano Litúrgico da Igreja é encerrado com a festa de Cristo Rei dos reis.
            Diante de tantos movimentos políticos e sociais, o cristianismo pregou que o verdadeiro Rei é o Senhor Jesus. Este foi o contexto que deu início a esta bonita celebração.
            "Cristo Rei foi uma das últimas celebrações instituída pelo Papa Pio XI, na época em que o mundo passava pelo pós-guerra de 1917, marcado pelo fascismo na Itália, pelo nazismo na Alemanha, pelo comunismo na Rússia, pelo marxismo-ateu, pela crise econômica, pelos governos ditatoriais que solapavam toda a Europa, pela perseguição religiosa, pelo liberalismo e outros que levavam o mundo e o povo a afastar-se de Deus, da religião e da fé, culminando com a 2ª Guerra Mundial".
            A festa foi instituída para que todas as coisas culminassem na plenitude em Cristo Senhor, simbolizado no que diz o Apocalipse: ”Eu sou o Alfa e o Ômega, Principio e Fim de todas as coisas.” (Ap1, 8).
            Esta festa celebra o reinado de Cristo, o Reino de Deus e nossa participação neste reino. O fim da história não é o sofrimento nem as desigualdades. O fim da História é Jesus Cristo, nosso Senhor, o Rei dos Reis.
            Neste dia celebramos a vitória de Jesus sobre a morte, o mundo, a carne e o diabo.
            No Ano C, as leituras do Dia de Cristo, Rei do Universo são: II Sm 5.1-3; Sl 122, Cl 1.12-20 e Lucas 23.35-43.
            O livro de II Sm 5.1-3 fala da unção de Davi como rei de Israel. Davi passou a ser o modelo do grande Rei. Figura do Rei que viria.
            O Salmo 122 canta a alegria de Jerusalém ter o trono do Rei. É a fé de que o Rei Messias viria reinar em Jerusalém.
            Paulo aos Colossenses 1.12-20 diz que Deus nos tirou das trevas e nos transportou para o reino de Jesus. Em Jesus foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. Ele é o verdadeiro Rei. 
            O Evangelho de Lucas 23.35-43 fala de Jesus reinando em Jerusalém através de sua morte na cruz. A cruz foi o início do reinado de Cristo, onde nos deu o perdão dos pecados e nos comprou e nos redimiu para sermos seu povo eleito.
            Celebremos esta data orando:

            "Onipotente e sempiterno Deus, que sempre estás mais pronto a ouvir do que nós a suplicar, e nos dás mais do que desejamos ou merecemos; derrama sobre nós a tua misericórdia, perdoando os nossos pecados e dando-nos as bênçãos que não somos dignos de pedir, senão pelos merecimentos de Jesus Cristo teu Filho, nosso Senhor, que vive e reina contigo e com o Espírito Santo, um só Deus, agora e sempre.Amém".